sábado, 6 de dezembro de 2008

MySpace quer virar o jogo







Depois de perder a liderança e crescer menos do que o planejado, a rede social muda estratégia de NEGÓCIOS para se tornar mais LUCRATIVA. A REDE SOCIAL MYSPACE ESTÁ PASsando por uma crise de identidade. Criado há quatro anos pelos jovens Chris Dewolfe e Tom Anderson, o site perdeu em agosto a liderança para o Facebook, tomando como parâmetro o número de usuários.

Pelo mesmo critério, foi a comunidade virtual que registrou no ano passado o menor índice de crescimento em relação a seus concorrentes - teve alta de míseros 3%, enquanto o Facebook e o Orkut evoluíram 153% e 41%, respectivamente. No Brasil, apesar de triplicar o número de sócios em 2007, o MySpace continua bem distante do Orkut e ainda perdeu a segunda posição para o portal latino-americano Sonico. O negócio que parecia fadado ao sucesso também decepcionou no campo financeiro. No ano fiscal encerrado em junho, não atingiu a meta de US$ 1 bilhão em receitas estabelecida pelo magnata Rudolph Murdoch, que adquiriu a marca em 2005. Embora não apresente oficialmente seus dados, estimase que o MySpace tenha faturado cerca de US$ 800 milhões. Ainda é muito, diante do desempenho da concorrência (para efeito de comparação, o faturamento do Facebook foi de US$ 265 milhões). Apesar de não admitirem a crise, os fundadores, Dewolfe e Anderson, concluíram que chegou a hora de mudar de estratégia.

Para se tornar mais receptiva aos anunciantes, a home page do portal foi remodelada. O site, que ficou famoso por revelar bandas desconhecidas, decidiu entrar também na comercialização de músicas digitais. Na semana passada, lançou o MySpace Music, em parceria com as principais gravadoras do mundo, para concorrer com o iTunes, da Apple. A ferramenta busca atrair usuários com uma mistura de música gratuita ilimitada, venda de faixas, ingressos para shows e merchandising.

A possibilidade de personalização das páginas dentro da comunidade virtual, uma das características do portal, tem atraído investimentos publicitários de marcas que querem interagir com os usuários. A Pepsi, por exemplo, lançou com exclusividade seu novo vídeo promocional no MySpace TV. A Warner e a Fox escolheram a rede social como um dos pilares de divulgação dos filmes "10.000 A.C." e "Jumper", produzidos pelos dois estúdios. "O fato de o MySpace ter uma temática bem definida o torna mais atraente como mídia e o posiciona de forma privilegiada em relação a outras redes sociais", diz Abel Reis, presidente da Agencia- Click, especializada em internet. O MySpace, enfim, descobriu que não bastava ser o preferido dos usuários. É preciso ganhar dinheiro também.

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